O Rock’n’Roll e o Surf da lendária década de 60 está de volta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tornados no JN

Os portuenses Tornados lançaram recentemente "Twist do contrabando". Catorze temas compõem o disco, que teve "Catraia" como primeiro single. O álbum surge ao fim de um caminho percorrido de há cinco anos a esta parte.


Formaram-se em 2004, como Contrabando. O teclista, Marco Oliveira, explica que "havia uma banda em Elvas com o mesmo nome" e que tiveram de mudar para Conjunto Contrabando. A identidade viria a mudar, mais uma vez, por razões autorais. "Recebemos o convite do Henrique Amaro para integrar a compilação 'Novos Talentos Fnac 2008', tivemos que registar um nome e adoptámos Os Tornados", recorda o guitarrista, Tiago Gil. De acordo com Manuel Oliveira, na guitarra acústica, na percussão e no theremin, foi o nome ideal, porque os tornados "arrasam tudo, que é o que vamos fazer".



A identidade foi uma das etapas de um processo complicado para um grupo de seis. Apesar de ser difícil conciliar os "seis 'inputs'", Tiago Gil pensa ser importante ter uma base de amizade e familiar, durante a tomada de decisões. "Não temos gostos muito diferentes. Funcionamos bem como grupo de amigos", diz e acrescenta ser essencial "que haja consenso, amizade e consciência de que alguém tem que ceder".



"Twist do contrabando" é fruto de um caminho percorrido juntos e praticamente sozinhos. "Sempre fomos uma banda auto-suficiente, na base do 'faça você mesmo'. Procurámos mostrar trabalho e tocar para que as pessoas o ouvissem, mas nunca ficámos à espera de que as oportunidades aparecessem", garante Tiago Gil.



O processo foi repleto de obstáculos, em especial, financeiros. "Temos aquele dinheiro para a alimentação, despesas e pagar a viagem ao produtor, que veio do Brasil. Temos que o gerir", diz o vocalista. "Gravámos cá o disco e, depois, fomos para Espanha. Tivemos de misturar o disco em 33 horas. Não havia muito dinheiro. Claro que com a Valentim de Carvalho houve hipótese de melhorar algumas coisas", conclui.



Desde então, surgiram propostas, como incluir a canção "Veludo azul" no filme "Efeitos secundários", de Paulo Rebelo, ainda por estrear.



"O facto de termos feito as coisas como fizemos limitou", mas Nuno Silva sabe que foi pela dificuldade que o grupo foi com "o trabalho todo preparado para estúdio". Da aventura, resulta o álbum de estreia, de rock 'n' roll e surf rock. Os Tornados referem como principais fontes de inspiração as bandas portuguesas dos anos 60, que Marco Oliveira confirma terem dado "o mote" para todo o trabalho do colectivo.

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