O Rock’n’Roll e o Surf da lendária década de 60 está de volta.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Crónica por Pedro Branco

Chegou-me através de Mail o seguinte artigo.
Ao qual agradeço ao Pedro Gonçalves Branco me ter alertado para a sua existência.
Aqui vai:


"O cenário deste concerto bem podia ser um quarteirão ao lado no Teatro Gil Vicente, a data bem podia ser uma noite de baile numa sexta qualquer nos anos 60, o país bem podia ser um Portugal livre onde a juventude dizia o que pensava e pensava no que dizia, onde não haviam Salazares nem Marcelos e bebiamos todos da fonte da liberdade de expressão. Mas não foi, este concerto aconteceu cerca de 40 anos depois, mas aconteceu...e ainda bem que aconteceu.

Em Novembro de 2009, Os Tornados chegam a Barcelos e trazem o seu surf-rock na mala. O nome tempestivo da banda parece ter assustado os barcelenses que brindaram uma das melhores surpresas da música portuguesa cantada em português de 2009, com uma meia casa. Neste caso foi azar de quem não veio e sorte para quem veio.

A banda portuense apresentou-se em palco com instrumentos da época que inspirou o estilo que tocam (anos 60) e complementando com um fato e gravata a sua interessante apresentação cénica no Auditório do Subscuta. Para aquecer as hostes, "Ai menina", um tema instrumental e depois seguida de um convite suave com "Dança Aí". Apresentando os temas do seu primeiro álbum "Twist do Contrabando"e o seu segundo single "Tempo de Verão" dedicaram, gracejando, a versão instrumental de "Coimbra" aos presentes e a Barcelos. E eis que a meio do espectaculo a banda decide testar o conhecimento musical do publico e atira cá para fora (e em primeira mão,segundo os mesmos) a segunda versão da noite. Nada mais, nada menos de uma versão muito bem conseguida (trabalho bastante dificil) de "Temporal do Amor" dos brasileiros Leandro & Leonardo..brilhante..no mínimo. A "Valsa da Despedida" foi coreografada de uma forma bastante curiosa pelos seis elementos da banda com uma sintonia metódica e ensaiada. Para o fim ficou o grande êxito da banda no momento "Catraia" que apesar de tudo não fez levantar os corpos frios que se sentaram no auditório na passada sexta, mas o concerto não terminou sem que antes houvesse lugar a outra versão (igualmente em primeiro mão). Desta feita, uma versão de uma versão. "Taras e Manias", original do brasileiro Elymar Santos e versão do bem português Marco Paulo. Uma versão bem surf rock, assinalando que a identidade desta banda está muito bem definida. O encore surgiu de forma timida, mas merecida, relembrando a velha máxima: poucos mas bons! Resumindo em poucas palavras: Um dos melhores concertos do Subscuta deste ano, se não o melhor."

Crónica por: Pedro Gonçalves Branco

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